Um puxador de luxo escolhe-se duas vezes: uma numa página, outra na mão. A primeira escolha é uma questão de desenho; a segunda, de peso. Um puxador que parece certo e não pesa nada será sempre uma amostra.
Comece pela queda, o ângulo com que o puxador encontra uma mão em repouso. O nosso é desenhado à queda de um braço descontraído, para que a porta se abra antes de o pulso rodar. Depois, a secção: um puxador deve afinar onde os dedos se fecham e manter a sua massa onde a palma repousa.
O acabamento no fim, nunca no início. O aço preto e o cinzento-escuro envelhecem com discrição e mantêm a linha sob as impressões digitais; o couro tempera-se numa estação de uso. O latão e o cromado são belos, e falam mais alto, pedem ao resto da divisão que lhes responda.

